Segunda Guerra Mundial, causas, resumo e consequências

Muitas pessoas afirmam que a Segunda Guerra, assim como a Primeira, não foi uma guerra “mundial” de verdade. Isso porque a quantidade de países que realmente entraram em confronto não pode ser considerada mundial.

Mas então, por que essa série de conflitos ficou conhecida como Segunda Guerra Mundial?

Nesse caso, podemos aceitar que nem todos os países entraram em conflitos armados. Contudo, os acontecimentos no período dos conflitos mobilizaram praticamente o mundo todo, forçando alguns países a escolherem um lado. Poucos países permaneceram neutros durante a guerra.

Além disso, as consequências da guerra foram globais, e atingiram praticamente todos os países do mundo. Todas as áreas foram afetadas pelos conflitos da Segunda Guerra, principalmente as áreas econômicas e políticas.

Resumo Segunda Guerra Mundial

Os antecedentes da guerra

Para falar sobre a Segunda Guerra Mundial, é impossível não falar sobre a Alemanha, Hitler e o partido Nazista. A participação da Alemanha foi fundamental, tanto no período que antecedeu a guerra, quanto durante o confronto.

No término da Primeira Guerra Mundial, os impérios Alemão, Otomano, Russo e Austro-Húngaro foram dizimados e separados. Em 1919, a França e a Inglaterra, entre outras grandes potências europeias, fizeram a Alemanha assinar o Tratado de Versalhes. Tal documento determinava sua responsabilidade por iniciar a guerra, e a condenava a pagar reparações aos países vencedores.

Essa derrota marcou profundamente a nação alemã. Foi uma situação vergonhosa, e que provocou uma recessão profunda, devido ao alto valor que a Alemanha deveria indenizar. Parte da população civil e os soldados sobreviventes da guerra culpavam o Tratado pela situação econômica miserável em que a Alemanha se encontrava. Entre essas pessoas, estava Hitler.

Após tentar um golpe de estado, que fracassou, Hitler foi preso. Na prisão, escreveu o famoso livro da doutrina Nazista, o Mein Kampf. Ao sair da prisão, ele logo ascendeu ao poder, e planejou a vingança contra os países que causaram humilhação à Alemanha e sua população no Tratado de Versalhes.

A Alemanha Nazista conquistava cada vez mais territórios, visando retomar o que antes foi chamado de Império Alemão. Além disso, Hitler declarou apoio ao Japão, quando este invadiu a China, à Itália, durante a invasão na Etiópia, e as forças nacionalistas contra a república, na Guerra Civil Espanhola.

A esse ponto, França e os países do Império Britânico já preparavam seus recursos bélicos para conter os avanços da Alemanha. Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Esse foi o marco inicial da Guerra, pois após esse fato, a França, o Reino Unido e todos os seus domínios declaram guerra à Alemanha.

A Guerra Mundial

Segunda Guerra Mundial Causas
As causas da Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial se inicial, por convenção da maioria dos historiadores, após a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1 de setembro de 1939. Este segundo conflito foi basicamente um desdobramento da Primeira Guerra Mundial.

O cenário mundial se dividiu então em dois grupos: os Aliados e o Eixo. Na composição dos Aliados estavam o Reino Unido, a URSS e a França e o grupo Eixo era formado pela Alemanha, Itália e Japão. Entre 1939 a 1941, o Eixo Roma-Berlim-Tóquio teve uma sucessão de vitórias. Liderado pela Alemanha, o grupo conquistou o norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e norte da África.

Contudo, o pacto de não agressão contra a União Soviética é rompido por Hitler, que invade a região da Ucrânia. O plano era conquistar a cidade de Stalingrad. Porém, novamente como ocorreu com as tropas de Napoleão Bonaparte, o inverno muito rigoroso da União Soviética impedia o avanço do exército alemão. Os soldados muitas vezes morriam de frio, e os tanques e máquinas de guerra paravam de funcionar.

Até esse momento, o Eixo Roma-Berlim-Tóquio conquistava vários territórios, e acumulava vitórias na Guerra. Em setembro de 1940, Alemanha, Japão e Itália firmam um pacto, no qual estabelecia que o país que atacasse qualquer uma das potências do Eixo, seria combatido pelos três países em conjunto. Mesmo com o mundo à beira do caos, alguns países ainda mantinham a neutralidade, ou apenas declaravam apoio a um ou outro grupo, sem se envolver efetivamente na guerra.

Os Estados Unidos

Apesar de apoiar o grupo dos Aliados, os Estados Unidos ainda não haviam atuado na guerra com seu poder bélico. Mas determinaram um embargo completo de petróleo ao Japão em julho de 1941, em reação a um ataque na Indochina. Os Estados Unidos forneciam cerca de 80% do petróleo que o Japão consumia, o que forçou o país a diminuir drasticamente o consumo desse recurso. Os japoneses consideraram esse embargo como uma declaração informal de guerra.

Em 7 de dezembro de 1941, o Japão atacou a base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí. Isso fez com que os Estados Unidos, Reino Unido, China e vários outros países formalizassem a declaração de guerra contra o Japão. Obviamente, a Alemanha, a Itália, e outros países do Eixo responderam a essa declaração.

Os países Aliados emitem a Declaração das Nações Unidas, que obrigava os países a não assinar a paz com qualquer país do Eixo separadamente. A partir desse momento, todos os países do Eixo se tornam inimigos formais para os Aliados, e a guerra se torna global.

No período de 1942 a 1943, o Eixo paralisa seus avanços. Enquanto isso, os Aliados conseguem repelir vários ataques, além de iniciar operações contra o Japão no oceano Pacífico. Neste cenário, o Brasil participou a favor dos Aliados, enviando para a Itália a Força Expedicionária Brasileira como reforços de guerra.

Com a presença dos Estados Unidos, os Aliados conseguem conter os avanços do Eixo, e ainda avançam contra a Alemanha e a Itália, e principalmente contra o Japão. Como resultado, a Alemanha experimentava um novo fracasso. Após ter suas tropas expulsas da URSS por uma grande ofensiva soviética, chega ao fim uma das batalhas mais longas e letais da história. As ofensivas dos Aliados contra a Itália também conseguem êxito, e em 4 de junho de 1944, Roma é rendida, e a Itália é oficialmente derrotada.

O dia D

Em 6 de julho de 1944, depois de 3 anos de tensão soviética, os Aliados conseguem invadir o norte da França e atacar o sul. Os ataques obtém sucesso, e derrotam o exército alemão na França. ENquanto, os Aliados continuam a forçar o recuo das tropas alemãs da Europa Ocidental.

Esse dia ficou conhecido como Dia D, pois foi o dia que mais de 300 mil soldados Aliados desembarcaram na Normandia, levando centenas de armamentos. Esse dia é considerado decisivo para a vitória dos Aliados contra o Eixo.

Outra derrota e o fim da Guerra

Hitler e Mussolini em Monique durante a guerra
Hitler e Mussolini em Monique durante a guerra

Ao fim de 1944, os Aliados já haviam recuperado vários territórios invadidos pela Alemanha. O Exército Vermelho soviético avançava sobre a Iugoslávia, forçando a retirada de outras tropas alemãs. Enquanto no oceano pacífico, os Estados Unidos pressionam o Japão, que sofre várias derrotas e provoca a renúncia do primeiro-ministro japonês.

Em dezembro de 1944, a Alemanha toma medidas desesperadas para tentar recuperar sua potência e se manter na guerra. Porém, as tentativas de Hitler e de seus generais são fracassadas novamente. Além disso, os alemães observam seus territórios sendo invadidos, e amargam outra derrota em uma guerra mundial. Supreendentemente, no dia 30 de abril de 1945, o palácio do parlamento alemão Reichstag, utilizado para fins militares, é invadido pelo Exercito Vermelho. Nesse mesmo dia, o líder alemão Adolf Hitler comete suicídio em um bunker no qual estava refugiado.

Benito Mussolini, líder italiano, foi morto 2 dias antes, levando a Itália à rendição na guerra, no dia 29 de abril. O tratado de rendição alemã foi assinado em 7 de maio. Restava somente o Japão.

Hiroshima e Nagasaki

Hiroshima e Nagasaki bomba atômica na segunda guerra mundial
Bomba atômica detonada na cidade de Hiroshima durante a segunda guerra.

Em julho de 1945, os Aliados se uniram para confirmar o acordo de rendição da Alemanha e Itália. Mas ainda restava tratar com o Japão, que continuava ignorando os avisos. Portanto, os países Aliados emitiram um aviso ao Japão afirmando que se não se rendesse, “a alternativa para o Japão era a rápida e completa destruição”.

Entretanto, as ameaças não surtiram efeito. Por fim, os Estados Unidos usaram o primeiro e único ataque com armas nucleares na história do mundo. A bomba de urânio, chamada de Little boy, foi lançada em 6 de agosto de 1945, na cidade de Hiroshima. Houve grande devastação, matando mais de 90 mil civis, a maioria civis. Três dias depois, a bomba nuclear de plutônio, chamada de Fat Man, foi lançada na cidade de Nagasaki. Levando ao falecimento de mais de 60 mil civis.

Esse é o ataque mais lembrado da história, pois marcou a vitória dos Aliados. Mas também demonstrou todas as atrocidades que o ser humano pode cometer em uma guerra. Os motivos que levaram os Estados Unidos a lançar as bombas ainda é muito discutido. Pois as duas cidades eram habitadas majoritariamente por civis inocentes.

Em 15 de agosto, o Japão anunciou a rendição, que foi assinada em 2 de setembro de 1945. Chegava finalmente ao fim a Segunda Guerra Mundial.

Consequências da Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra trouxe muitas consequências trágicas. Entre elas, pode-se citar: destruição de fábricas; a diminuição da produção industrial e agrícola; o prejuízo no setor de transportes em razão da destruição das linhas férreas e no âmbito demográfico, a morte estimada de 55 milhões de pessoas. No cenário político, os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram líderes mundiais. Enquanto a Alemanha experimentava uma nova crise pela derrota.

Apesar de todas as coisas ruins da guerra, os campos da cultura e da tecnologia avançaram muito, em razão dos inúmeros estudos realizados durante o período da guerra e da integração de diversas nações. Esses avanços, mais tarde, levariam os Estados Unidos e a União Soviética à Guerra Fria, na luta pela demonstração de maior poder tecnológico.