Revolução Chinesa – Resumo, O que foi, Objetivos e Causas

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Você sabe o que foi a revolução chinesa? Sabia que foi uma das mais importantes revoluções da história? Em suma, confira o resumo que a gente preparou.

Resumo Revolução Chinesa

Revolução Chinesa - O que foi, causas, resumo
Até 1911, a China era governada por famílias reais, as chamadas Dinastias. A última dinastia a governar a China foi a Dinastia Qing, que permaneceu no poder durante 267 anos. Durante o governo dessa dinastia, no século XIX, a China passou por dois intensos conflitos com a Companhia Britânica das Índias Orientais, que detinha o monopólio do comércio nas Índias orientais.

Em síntese, esses conflitos são chamados de Guerras do Ópio, pois a Companhia Britânica tinha intenção de forçar a China a permitir o livre comércio, principalmente dessa substância. A China não foi capaz de resistir às pressões econômicas, e acabou cedendo grandes concessões. Inclusive de territórios dentro do próprio país, que seriam ocupados e governados pela Inglaterra. Até a capital Hong Kong foi incluída nas concessões, e ficou sob o domínio inglês.

Durante esse período, a China sofreu com a exploração e a dominação das grandes nações européias. Inegavelmente, os britânicos interferiam diretamente tanto nos assuntos políticos quanto nos culturais: os imperadores da Dinastia Qing haviam perdido sua autonomia e resignavam-se às vontades européias. Posteriormente, o tesouro da China quebrou, e a população sofreu com a falta de recursos e de alimentos, o que causou grande insatisfação popular.

Causas da revolução chinesa

Além da situação de dominação estrangeira, outro fator causava insatisfação e dificultava o desenvolvimento do país: alguns poucos proprietários rurais detinham a posse das terras produtivas chinesas, a agricultura ainda vivia de um regime feudal, embora não demonstrado explicitamente.

Em contrapartida, essa condição provocava grande descontentamento, que acabou deflagrando um movimento popular conhecido como Rebelião dos Boxers entre os anos de 1898 e 1900. Esse grupo era formado por chineses antiimperialistas e anticristãos, que lutavam contra o controle estrangeiro.

Os Boxers eram nacionalistas e tinham o apoio da Imperatriz Cixi. Em suma, eles defendiam a necessidade de se resistir aos condicionamentos ocidentais e cristãos que, segundo eles, eram responsáveis pela situação de miséria em que se encontrava boa parte da população chinesa. Entretanto, essa revolta foi duramente coibida pela ação de tropas estrangeiras, em uma força-tarefa entre russos, alemães, britânicos, franceses e guerreiros de outras nações, que foram enviados para ocupar a sede imperial e acabar com a rebelião.

Contudo, esse movimento teve um resultado totalmente contrário. Para advertir a China, as forças estrangeiras determinaram o pagamento de indenizações financeiras, e aumentaram seus próprios direitos sobre o governo e a economia chinesa. De tal forma isso afundou ainda mais a monarquia, que para se se manter no poder, aceitou todas as condições, por mais injustas que fossem. Mais uma vez, a população se frustrou com a fraqueza da monarquia, que não se importava com o povo chinês e continuava cedendo às forças estrangeiras.

O que foi a revolução chinesa?

Após a derrota popular na Rebelião dos Boxers, um grupo de militares, estudantes e funcionários chineses se interessam pelos ideais revolucionários de Sun Yat-sen, um médico, político e estadista chinês, que fundou, em 1894, a Sociedade para a regeneração da China, e depois foi o responsável pela fundação do Kuomintang (Partido Nacionalista), facção que tinha como objetivo maior combater o domínio europeu e a monarquia.

Em 1911, a Dinastia Qing é derrubada, e Sun Yat-sen assume o posto de primeiro presidente da República Chinesa. Apesar de ter contado com o apoio da maioria dos militares do país, sua administração teve que enfrentar a oposição de diversas regiões que, comandadas por grandes proprietários rurais, recusavam-se a aceitar o novo governo. Como resultado tal recusa fez com que a China enfrentasse uma longa e inquietante guerra civil por vários anos.

Partido Comunista e a revolução chinesa

O novo cenário político chinês foi muito influenciado pela Revolução Russa. Que permitiu ao povo chinês vislumbrar um horizonte para a reestruturação da sociedade. Os ideais do marxismo e do socialismo penetram em todas as áreas. Eventualmente em 1921, nasce o Partido Comunista, criado por um grupo que se identificava com esses ideais.

Sun Yat-sen se aproximou dos comunistas e com outros movimentos socialistas europeus. De tal forma que ele buscava uma organização conjunta entre nacionalistas e comunistas, para acabar com o domínio estrangeiro e implantar uma república democrática, que era um interesse em comum dos dois partidos.

Inesperadamente em 1925, com a morte de Sun, os interesses entre o Kuomintang e o Partido Comunista começam a devergir. Para o primeiro, era necessário dar fim aos movimentos populares, pois só assim a unificação seria alcançada. Para o Partido Comunista, as organizações operárias e camponesas deviam ser reforçadas, mantendo suas respectivas independências.

As discussões entre os interesses dos partidos duraram dois anos, até 1927, quando o general Chiang Kai-shek tomou o poder. Todavia se havia uma aliança entre o Partido Comunista Chinês e o Kuomintang, essa aliança foi desfeita por Chiang, que liderou tropas chinesas em combate contra os opositores da República, os grandes proprietários de terras, os movimentos populares e também os comunistas, dissidentes do PCC.

Segunda Guerra Mundial e a Revolução Chinesa

Contudo, durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) o conflito entre comunistas e nacionalistas ficou suspenso, pois as duas partes precisaram se aliar no combate ao Japão, que desejava dominar a China, e já avançava em seus territórios. Ao fim da Segunda Guerra, os nacionalistas reiniciaram a perseguição aos comunistas, que agora eram liderados por Mao Tse-tung, um importante político comunista chinês. Essa batalha entre comunistas e os nacionalistas perdurou entre 1946 a 1949, quando os comunistas se livraram das perseguições, e derrotaram o Kuomintang.

Em 1949, o país viveu um grande processo de transformação social e política. A chamada Revolução Comunista alterou significativamente a sociedade chinesa. Mao Tse-tung proclama no dia 1 de outubro de 1949, em Pequim, a República Popular da China. Mao é proclamado o presidente da república em dezembro do mesmo ano.

Consequências da revolução chinesa

Após esse século, em que a China foi humilhada, inferiorizada e roubada, se iniciava uma nova fase. A China estava destruída pela guerra civil, e ainda sofria com a perda de territórios, que foram dominados pelos países imperialistas durante vários anos. Com uma população estimada em 500 milhões de habitantes, o país possuía poucas ferrovias e rodovias, que estavam sem condições de uso. As poucas indústrias estavam obsoletas e inoperantes, e as taxas de desemprego eram alarmantes.

Apesar da situação extremamente delicada, com uma economia quebrada, a China se recuperou rapidamente. Em menos de 2 anos, 90% das rodovias já estavam recuperadas e a inflação estava contida. O Partido Comunista anunciava planos quinquenais de desenvolvimento, que previam a prioridade à industrialização pesada, com a construção de grandes complexos siderúrgicos, de mineração e de maquinário.

O Partido Comunista Chinês se refere ao período entre a Primeira Guerra do Ópio, em 1839, e o estabelecimento da República Popular da China, em 1949, como o Século de humilhação, que foi superado de forma surpreendente, com mais rapidez do que os próprios chineses esperavam.