Resumo do Relevo Brasileiro – Mapa, Características e Fotos

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Relevo Brasileiro: Resumo, Tipos, Classificação e Mapa
Você sabe o que é relevo?  Conhece o relevo brasileiro? Vamos fazer uma brincadeira? Pegue uma moeda de qualquer valor. Feche os olhos e tateie a moeda, sinta os detalhes da sua superfície.

Agora responda:

  • A superfície da moeda é lisa?
  • Quantos detalhes você consegue perceber?
  • Você conseguiria identificar o valor dela, apenas pelo toque?

As moedas possuem, como um dos elementos de segurança, um tipo de relevo, que confere uma característica específica à sua superfície. Sim, é do relevo que vamos falar, mas um tipo de relevo em escala muito maior, o relevo do globo terrestre e mais especificamente, do Brasil.

Nas moedas, as saliências são produzidas por uma técnica, que irá projetar uma forma delineada na superfície, e que se torna perceptível pelo tato e pela visão. Essa técnica também é utilizada na produção de esculturas, maquetes, etc.

Além de ser uma técnica de produção, o termo relevo também pode ser utilizado para destacar uma condição importante, relevante, como o assunto que vamos tratar aqui.

Vamos ao que interessa!

O que é relevo?

Em geografia, o relevo se refere ao conjunto da variedade de formas que encontramos na superfície da terra, que é resultado de uma série de agentes de transformação. Esses agentes de transformação são classificados em internos e externos. São eles:

Internos

– Terremotos ou abalos sísmicos: São os tremores causados pelo movimento da crosta terrestre.

Vulcanismo: erupção do magma que fica dentro da terra. É o agente interno que provoca transformação do relevo de forma mais rápida, devido a ação do magma sobre a superfície da terra.

Volcano. Tipos de Relevo Brasiliro

Tectonismo: é o movimento das placas tectônicas. Esse movimento é a causa dos dois agentes anteriores, que são os reflexos dessa movimentação. Também é o agente que forma as montanhas, quando duas placas de encontram e provocam um “dobramento” ou elevação do terreno. É claro que esse processo é muito lento, e imperceptível ao ser humano em curto período.

Externos

Água: seja por meio das chuvas, dos rios, mares ou do derretimento das geleiras, a água é um dos principais transformadores externos do relevo.

As chuvas atuam direta e indiretamente na transformação do relevo, quando aumentam a vazão dos rios, riachos, ribeiros, córregos e regatos. As cachoeiras são um grande exemplo da ação da água como agente externo de transformação.

Os mares, por sua vez, atuam diretamente na transformação do relevo. Pela força das ondas, a água provoca a sedimentação das rochas e as transforma em areia, modelando as superfícies dos litorais.

Vento: também é um agente de transformação do relevo, pois forma verdadeiras esculturas rochosas, além de acentuar a ação de outros agentes, como a água. A ação dos ventos nas rochas é chamada de erosão eólica.

Homem: Sim, o homem também transforma o relevo! Guiados principalmente por fatores econômicos, os seres humanos aumentam as áreas urbanas, constroem rodovias, escavam a terra em busca de minerais e modelam o relevo de acordo com seus interesses.

Importante!

Embora os fatores internos e externos provoquem modificações no relevo brasileiro, existe uma diferença entre eles: Fatores internos (também chamados de endógenos) são formadores da estrutura, e os fatores externos (ou exógenos) são modeladores.

E o relevo do Brasil?

Relevo Brasileiro: Planalto
Chapada Diamantina – Um dos exemplos de planaltos brasileiros

Como é formado e modelado? Quais os tipos de relevo brasileiro que podemos encontrar?

O relevo brasileiro já foi classificado três vezes, por pesquisadores diferentes, e em momentos diferentes da história. O primeiro foi Aroldo de Azevedo, depois Aziz Ab’Saber e por fim Jurandyr Gross.

Características do Relevo Brasileiro

A classificação do relevo brasileiro de Aroldo de Azevedo

O geógrafo Aroldo de Azevedo em 1950 classificou o relevo baseado na altitude e na geomorfologia, e dividiu o relevo brasileiro em planícies e planaltos. Ele estabeleceu que o limite entre esses dois tipos de relevo seria de 200 metros de altitude.

Geomorfologia: área da geografia que estuda as formas e a aparência da superfície terrestre.

Para esse autor, as planícies seriam as superfícies planas, com menos de 200 metros de altitude, enquanto os planaltos seriam superfícies sutilmente acidentadas, com mais de 200 metros de altitude.

Segundo essa classificação, o relevo do Brasil é dividido em oito áreas:

  • Planalto das Guianas, localizada no extremo norte do país, que compreende os estados de Roraima e Amapá e parte do Amazonas;
  • Planície Amazônica, que se estende por todo o estado do Acre, grande parte do Amazonas, e o norte do Pará;
  • Planalto Central, que abrange a maior área, nos estados do Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e partes do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia e Piauí;
  • Planície do Pantanal, composto pela região sul do Mato Grosso do Sul;
  • Planalto Atlântico, que compreende a área interior dos estados que estão mais próximos das regiões litorâneas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e parte de Minas Gerais e do Nordeste;
  • Planície Costeira, que, pelo próprio nome, abrange a costa brasileira entre o Paraná e o Maranhão.
  • Planalto Meridional, localizado na região sul e parte de São Paulo;
  • E por fim, a Planície do Pampa, no extremo sul do estado do Rio Grande do sul.

Essa classificação é tradicional, e mesmo estando desatualizada, ainda é utilizada por ser simples e coerente com o relevo brasileiro.

O relevo do Brasil, segundo Aziz Ab’Saber

Planície Pantanal - Relevo Brasileiro
Pantanal MatoGrossense – Um dos exemplos de planície brasileira

A segunda classificação do relevo brasileiro foi elaborada pelo também geógrafo Aziz Nacib Ab’Saber, no fim dos anos 50. Ele apoiou sua análise nos processos de erosão e sedimentação causados pelos agentes internos e externos, principalmente pela ação do clima sobre as diferentes rochas, chamada geomorfoclimática.

Com esse critério, Aziz Ab’Saber modificou algumas áreas de relevo brasileiro antes classificadas por Aroldo de Azevedo, as planícies e planaltos não são classificados com base na altitude, e sim no predomínio dos processos sedimentares ou processos erosivos.

Para ele, os planaltos seriam correspondentes às superfícies planas, nas quais os processos erosivos predominam sobre os sedimentares, e as planícies seriam as superfícies que sofrem o processo contrário, independente dos níveis de altitude.

Comparando com a classificação anterior, houve uma divisão maior do território, compreendendo praticamente as mesmas áreas, no entanto, seguindo o critério geomorfoclimático.

Detalhe importante: o que para Aroldo de Azevedo seria a Planície do Pampa, pois estaria abaixo de 200 metros de altitude, para Aziz Ab’Saber se torna o Planalto Uruguaio Sul-Riograndense, pois nessa região, existe a perda de sedimentos, e portanto, a erosão predomina.

O relevo do Brasil para Jurandyr Ross

Itaimbezinho - Depressão do relevo Brasileiro
Itaimbezinho – Um dos exemplos de depressão do relevo brasileiro

A classificação mais recente do relevo brasileiro é de autoria do doutor em Geografia Jurandyr Ross, que utilizou os dados do projeto RADAMBRASIL, que mapeou o território do país utilizando radares.

Além dos dados do projeto, o autor utilizou os dois critério anteriores para fazer uma classificação mais detalhada, e além disso, adicionou um tipo de relevo aos já observados anteriormente: a depressão.

Segundo a classificação de Jurandyr Gross

  • Os planaltos são as superfícies elevadas e planas, com mais de 300 metros de altitude e onde predominam os processos erosivos. São subclassificados em planalto sedimentar (de rochas sedimentares), planalto cristalino (de rochas cristalinas) e planalto basáltico (de rochas vulcânicas);
  • As planícies são as superfícies planas, com menos de 100 metros de altitude e onde o acúmulo de sedimentos é predominante. São subclassificadas em planície costeira (pela ação do mar), planície fluvial (pela ação de um rio) e planície lacustre (pela ação de um lago);
  • As depressões são as áreas formadas pelo processo de erosão, que tornam a superfície inclinada e com altitudes menores que as áreas do seu contorno. São subclassificadas em depressão absoluta (abaixo do nível do mar) e depressão relativa (acima do nível do mar).

As mudanças em relação às classificações anteriores foram significativas. Com a nova classificação, os planaltos se tornam o tipo de relevo predominante, ocupando a maior parte do território brasileiro.

As planícies passaram a ocupar um território menor, isso porque, nas classificações anteriores, muitas áreas consideradas planícies eram, na verdade, planaltos desgastados ou depressões.

Mapa do Relevo Brasileiro

Aproveite para baixar um mapa do Brasil com a classificação do relevo brasileiro por estado segundo o IBGE.

Curtiu? Que tal dar uma olhada no nosso resumo sobre O que são Pontos Cardeais e Colaterais?.

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