Resumo do Renascimento – O que foi? Obras e Autores

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Resumo do Renascimento: o que foi? Obras e autores

Você conhece o famoso quadro de Leonardo da Vinci? Já ouviu falar da capela Sistina, que foi pintada por Michelangelo? Assistiu um filme chamado Romeu e Julieta, de Shakespeare?

Sabe o que esses artistas têm em comum? Todos eles passaram por um período importante da história europeia, o Renascimento.

É muito comum ler nos livros de história, que a Idade Média foi um período de desperdício para o desenvolvimento humano, enquanto o Renascimento é retratado como um movimento glorioso e redentor de toda a ignorância medieval. O Renascimento, na verdade, não foi uma ruptura, como muitos estudiosos afirmam, mas foi um período de transição. Essa é uma construção distorcida, elaborada, muitas vezes, apenas para facilitar o entendimento da contagem de tempo dos períodos históricos.

Resumo do Renascimento

Basílica de São Pedro - Um dos exemplos de arquitetura do renascimento
Basílica de São Pedro – Um dos exemplos de arquitetura do renascimento

O que foi o Renascimento?

O Renascentismo, também conhecido como Renascimento ou Renascença, é o período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, que ocorreu principalmente na Itália, e se alastrou por toda a Europa. Importantes acontecimentos artísticos e culturais marcaram esse momento, e invadiram o ocidente do século XV. O desenvolvimento das artes, da ciência, da economia e da política fez adormecer na eternidade os pensamentos medievais.

O desenvolvimento comercial, o início das grandes navegações e a agitada atividade cultural do ocidente fez nascer um sentimento de humanidade, em que as ações fossem voltadas para o homem. Esse pensamento já vinha se transformando desde o enfraquecimento da Igreja Católica, que praticamente dominava toda a cultura na Idade Média com uma visão teocêntrica.

Inicialmente, esse sentimento humanista partiu de uma elite, formada por intelectuais ricos, que buscavam na antiguidade, principalmente na cultura greco-romana, o ideal perfeito de civilização. Os movimentos dessa elite, porém, refletiram em todo o ocidente, e mudaram as concepções de sociedade, de cultura e de religião da época. O período do Renascimento é considerado entre o fim do século XIV e início do século XVII.

Comparação entre o Renascimento e a Idade Média

Comparação entre o Renascimento e a Idade Média

Várias mudanças foram observadas nesse período. A mudança mais lembrada é na área das artes, mas outras foram tão importantes quanto essa. O principal ponto que caracteriza o período Renascentista é o antropocentrismo, em oposição ao teocentrismo observado na Idade Média.

Quando a Igreja Católica dominava todas as áreas da sociedade, fazia disseminar a crença de que Deus era o centro de tudo, e era a única verdade que o homem poderia encontrar. Com o Renascimento, buscou-se compreender o homem como centro de todas as ações, e que a verdade só seria encontrada através da experimentação e observação. Nascia aí um pensamento científico que estivesse desconectado da explicação mítico-religiosa da igreja.

Na Idade Média, a vida material deveria ser ignorada, em detrimento da busca pela eternidade. O corpo deveria ser disciplinado e controlado para manter as virtudes da alma. Para os renascentistas, a vida terrena também era importante, e o homem deveria buscar o prazer de viver e a beleza da natureza em que ele está inserido.

Outra questão que passou por modificações foi o sentimento de conformismo da Idade Média. As pessoas aceitavam qualquer situação de forma passiva, sem questionamento, movidas principalmente pela crença no caráter incontestável das coisas. Já no Renascimento, o conceito de fé era considerado diferente do conceito de razão, e as pessoas passaram a acreditar no progresso e na possibilidade de mudanças.

Obras de arte do renascimento

Monalisa - Uma das obras de arte do Renascimento

Além de um período marcado por grandes mudanças no pensamento, o Renascimento trouxe um contexto cultural muito rico. A facilidade de impressão e ilustração favoreceu a proliferação de textos. A valorização do homem na sua individualidade influenciou a arquitetura, a escultura, a literatura e principalmente a pintura.

As pinturas buscavam retratar com realismo as diferentes formas humanas, a beleza dos corpos, e a sensualidade, diferente das pinturas padronizadas, reguladas pela Igreja Católica. Um dos quadros mais famosos do Renascimento é a Monalisa, de Leonardo da Vinci, exposto atualmente no museu do Louvre, em Paris.

Os princípios de matemática e geometria também eram utilizados nas pinturas, proporcionando noções de profundidade e perspectiva às obras. O uso de tons claros e escuros favoreciam essa técnica, e ajudavam a dar o volume dos corpos em relação aos objetivos vistos à distância. Os quadros passaram a se tornar elementos independentes, não apenas para decorar ambientes ou como detalhes arquitetônicos, mas para serem apreciados como manifestações independentes da arquitetura.

As esculturas também ganharam independência artística. Antes utilizadas apenas para decorar paredes, no Renascimento, elas poderiam ser apreciadas em todos os seus ângulos. O equilíbrio das expressões corporais, a proporcionalidade dos traços e as expressões faciais demonstram o quanto a questão humana era valorizada.

A ciência e o Renascimento

Na área científica, a principal mudança foi em relação à teoria geocêntrica, elaborada na antiguidade e difendida pela Igreja Católica. Nessa teoria, a terra estaria imóvel no universos, e os outros corpos celestes, inclusive o sol, é que girassem em torno dela. Nicolau Copérnico, matemático e astrônomo, foi o primeiro a questionar isso, e propor a tese do heliocentrismo, ou seja, ele defendeu que o sol é que girava em torno da terra.

A ideia de Copérnico foi aceita com ceticismo, pois ele não podia comprovar sua tese, uma vez que teria chegado a essa conclusão apenas com suas observações dos astros a olho nu. No entanto, essa primeira ideia influenciou outros estudiosos, como Galileu Galilei e Isaac Newton.

Leonardo da Vinci também contribuiu para o cenário científico do Renascimento. Embora poucos projetos tivessem saído do papel, seus projetos demonstram a capacidade intelectual dos estudiosos da época, incentivados pelo novo modelo cultural que surgia. Da Vinci foi o primeiro a idealizar vários objetos, entre eles o pára-quedas, o aparelho de mergulho, a asa-delta e aparelhos de escavação.

Grandes nomes do Renascimento

Nascimento de Vênus - Uma das obras do Renascimento
Nascimento de Vênus – Uma das obras do Renascimento

Artistas do Renascimento

Sandro Botticelli – Artista italiano que foi financiado por famílias ricas. Suas principais obras são, O Banquete de Casamento, exposto no museu do Prado em Madrid e O Castigo dos Rebeldes, que compõe a decoração da Capela Sistina.

Leonardo da Vinci – O mais famoso do Renascimento, da Vinci utilizou com perfeição o jogo de luz e sombra para gerar uma atmosfera realística em suas obras. Sua pintura mais conhecida, a Monalisa, é um desses exemplos. O jogo de luzes e a técnica é tão perfeita, que de qualquer ângulo que o quadro for apreciado, a impressão é que nossos olhos são perseguidos pelos de Monalisa.

Michelangelo di Lodovico – Também foi um pintor italiano financiado pelas famílias ricas e por autoridades da Igreja Católica. Entre esculturas e pinturas, a obra mais famosa de Michelangelo está no teto da Capela Sistina, que pintou a convite do próprio Papa Júlio II. Mesmo contrariado, pois se dizia mais escultor do que pintor, ele realizou um trabalho magnífico, que impressiona até hoje.

Arquitetos do Renascimento

Donato Bramante – Fazia trabalhos com base na geometria e na perspectiva. Seu principal projeto arquitetônico é a Basília de São Pedro, no Vaticano. Embora o projeto tenha sido modificado posteriormente por Michelangelo, o estilo inicial de Bramante foi mantido no projeto.

Escritores do Renascimento

Capela Sistina - Uma das obras do Renascimento
Capela Sistina – Uma das obras do Renascimento

Michel de Montaigne – Foi um escritor que inaugurou o estilo de escrita ensaio. Em seus escritos, ele analisou a sociedade, os costumes e a educação. Ele escrevia sobre as concepções de sua época e sobre a totalidade humana. Atualmente, seus ensaios são utilizados para promover reflexões filosóficas.
Nicolau Maquiavel – Foi um historiador e poeta que deu início ao pensamento político moderno. Escreveu sobre o Estado e sobre o governo. Suas principais obras são O Príncipe e A Arte da Guerra.

William Shakespeare – Principal representante do movimento renascentista inglês, Shakespeare é reconhecido com o maior escritor da Inglaterra. Sua obra mais conhecida é Romeu e Julieta, mas as peças mais conceituadas são os dramas Hamlet, Macbeth e Rei Lear. Ele também escreveu comédias como A Megera Domada, O Mercador de Veneza.

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