Características, autores e obras do Simbolismo.

Simbolismo – Características, Autores, Obras

O Simbolismo foi um movimento literário que surgiu antes da Primeira Guerra Mundial, e surgiu como uma reação às correntes materialistas e cientificistas daquela época.

Principais características do Simbolismo

· Retorno à segunda fase romântica que ficou conhecida como mal do século. No entanto, o Simbolismo foi mais profundo no universo metafísico do que a geração marcada por Álvares de Azevedo.

· Apesar da métrica definida, o Simbolismo desrespeitava a gramática com o intuito de não limitar o artista.

· Atenção exclusiva ao “eu”, explorando-o através de uma linguagem pessimista e musical, de modo que a carga emotiva das palavras é ressaltada. A poesia é aproximada da música pelo uso de aliterações.

Principais autores

Cruz e Souza

Cruz e Souza era brasileiro e é um dos principais representantes do Simbolismo no Brasil. Seus textos eram carregados de erotismo e satanismo, e de vez quando misticismo; apresentavam uma visão trágica da vida. Cruz e Souza tinha uma obsessão pela cor branca, e criava analogias e entre o abstrato e o concreto.

Obras: Tropos e Fantasias; Missal e Broquéis, 1893 (poesia); Evocações, 1898(prosa); Faróis, 1900 (poesia); Últimos Sonetos, 1905 (poesia).

Eugênio de Castro

Eugênio de Castro é um autor português e foi o responsável por inaugurar o Simbolismo português. As obras de Eugênio de Castro possuem versos livres, vocabulário erudito, pessimismo e ambigüidade nos temas trabalhados.

Obras: Oaristo (1890), Horas (1891), Silva e Interlúdio (1894).

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Realismo – Autores, Livros, Obras e Características.
Realismo - Obras e Autores
O Realismo foi uma escola literária que combatia os ideais românticos. O surgimento ocorreu enquanto o mundo vivenciava o nascimento do socialismo e da segunda Revolução Industrial.

O Realismo em Portugal teve como marco inicial a Questão Coimbrã (1865), quando se defrontam, de um lado, os jovens estudantes de Coimbra, atentos às novas idéias que vinham da França, Inglaterra e Alemanha e, de outro, os velhos românticos de Lisboa.

O Realismo foi inaugurado em 1881 no Brasil. Nesse ano duas obras se destacaram: O mulato, de Aluísio de Azevedo, e Memórias póstumas de Brás Cuba, de Machado de Assis.

Características do Realismo.

O objetivismo aparece como negação do subjetivismo romântico; o universalismo ocupa o lugar do personalismo. O sentimentalismo cede terreno ao materialismo. O Realismo se preocupava apenas com o presente, com o contemporâneo.

Com o desenvolvimento das ciências, muitos autores foram influenciados no século XIX, principalmente os naturalistas, donde se pode falar em cientificismo nas obras desse período.

Os autores realistas são antimonárquicos e negam a burguesia.

O Realismo é uma denominação genérica de uma escola literária que abrange as seguintes tendências:

Romance realista – Narrativa voltada para a análise psicológica e que critica a sociedade e partir do comportamento de determinados personagens, em geral, capitalistas. O romance realista tem caráter documental, sendo o retrato de uma época.

Romance naturalista - Marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, em que se valoriza o coletivo. O naturalismo apresenta romances experimentais.

Autores

Machado de Assis – Se destacou como romancista realista. Apesar de ter escrevido obras romancistas,  como Ressurreição, A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia.

Algumas obras realistas de Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Aluísio de Azevedo – Escreveu alguns romances românticos, os quais chamou de “comerciais”, pois eram os que mais vendiam. Mas suas maiores obras foram os romances naturalistas, como O mulato, Casa de pensão e O cortiço.

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Romantismo: Características, Autores românticos e Gerações no Brasil.
Romantismo
O Romantismo somente foi definido como escola literária nos últimos 25 anos do século XVIII. A Alemanha e a Inglaterra foram pioneiras no romantismo, mas foi a França que divulgou a nova tendência.

Em Portugal, o poema “Camões” de Almeida Garrett foi o marco inicial do Romantismo no país.

O livro de poesias “Suspiros poéticos e saudades” e a revista Niterói são consideradas o marco inicial do Romantismo no Brasil. As duas obras foram lançados no ano de 1836.

O momento histórico em que ocorreu o Romantismo no Brasil, deve ser visto a partir da chegada da família real, em 1808, que leva o Rio de Janeiro a viver um processo de urbanização e intelectualização.

Características do Romantismo

Inicialmente, romântico era tudo aquilo que se opunha a clássico. Ou seja, passa a valorizar o caráter popular, o folclore e o que é nacional. O indivíduo passa a ser o centro das atenções, apelando para a imaginação e para os sentimentos, resultando uma interpretação subjetiva da realidade.

Veja uma tabela abaixo comparando algumas características do Classicismo com o Romantismo.

Classicismo

Romantismo

razão

sensibilidade

elitização

Motivos populares

Imagem racional do amor e da mulher

Imagem sentimental e subjetiva do amor e da mulher

erudição

folclore

paganismo

Cristianismo

Antiguidade clássica

Idade média

Impessoal, objetivo

Pessoal, subjetivo

Disciplina

Libertação

Geral, universal

Particular, individual

Modelo clássico

Não há modelos

Formas poéticas fixas

Versificação livre

Apelo à inteligência

Apelo à imaginação

Gerações românticas no Brasil

O Romantismo pode ser classificado em três gerações no Brasil.

Primeira – geração nacionalista: Exaltação da natureza, criação do herói na figura do índio, sentimentalismo e a religiosidade são algumas das características marcantes da chamada geração indianista. Principais autores: Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto Alegre.

Segunda – geração do mal-do-século: Negativismo, desilusão, tédio e dúvida são características da segunda geração do romantismo. A fuga da realidade é um dos temas preferidos que se manifesta na exaltação da morte e nas virgens sonhadoras. Principais autores: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.

Terceira – geração condoeira: Caracterizada pela poesia social e libertária, reflete as lutas internas da segunda metade do reinado de D. Pedro II. Castro Alves foi seu principal representante.

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Trovadorismo
O Trovadorismo foi um período da literatura portuguesa compreendido entre 1189 e 1434. Nessa época Portugal estava em processo de consolidação do estado português. Enquanto o mundo estava em pleno Feudalismo, e o Teocentrismo dominava o planeta.

Os textos do Trovadorismo eram acompanhados de música e geralmente cantados em coro, por isso são chamados de cantigas. As cantigas podem ser classificadas em dois grandes grupos: cantigas líricas e cantigas satíricas. As líricas se subdividem em cantigas de amor e de amigo; as satíricas em cantigas de escárnio e maldizer.

Cantigas de Amor

As cantigas de amor são sempre escritas em primeira pessoa e o eu-poético declara seu amor a uma dama, tendo como pano de fundo o ambiente de um palácio. A mulher é vista como um ser inatingível, uma figura idealizada, a quem é dedicado um amor sublimado, idealizado.

Cantigas de Amigo

As cantigas de amigo foram criadas a partir do sentimento popular. Apesar de serem escritas em primeira pessoa como as cantigas de amor, as de amigo apresentam um diferencial: o eu-poético é feminino, apesar de ser escrito por homens. A mulher sofre por se ver separada do amante ou namorado e vive angustiada por não saber se o homem amado voltará ou não, ou se a trocará por outra. O ambiente usado como pano de fundo é a zona rural, ou seja a mulher é sempre uma camponesa.

Chico Buarque, Gonzaguinha, Ari Barroso e outros compositores da MPB escreveram cantigas de amigo.

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